segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Junta de Freguesia de Vilarinho do Monte já tem sede

Por: Sara Geraldes

“ Um sonho muito antigo” é assim que Gumesindo Gomes, presidente da Junta de Freguesia de Vilarinho do Monte, em Macedo de Cavaleiros fala da sede da junta inaugurada no sábado. Composta por rés-do-chão e primeiro andar, a obra foi inaugurada mais de 30 anos depois de Gumesindo Gomes ter sido eleito pela primeira vez como presidente da freguesia.
"É um sonho mutio antigo. Desde que entrei para presidente de junta, e já lá vão 31 anos, sempre sonhei ter uma casa destas. O local não sabia onde seria mas apareceu na hora certa, à venda umas ruínas neste local. Tive oportunidade de fazer a aquisição e de lançar esta obra".


A obra surge numa freguesia que não tem assembleia mas sim plenário, composta por 114 eleitores e 72 habitantes. Mas o autarca não teme pela extinção da sua junta. Gumesindo Gomes Mostra-se reticente perante o processo de reorganização administrativa.

"Não temo por essa situação. Sou um bocado crítico em relação a isso. Eu acho que as freguesias não devem ser extintas. Porque quem está de perto e as conhece, e sabe quais são os problemas das populações, somos nós. A serem extintas que extingam as freguesias dentro das sedes de concelho. Se fizessem isso em Portugal, extinguiam muitas. Macedo e Mirandela só tem uma, Bragança tem duas mas o Porto tem 19, Lisboa tem 53. Que extingam essas e deixem ficar as outras. Porque as que mais recebem do Fundo de Financiamento de Freguesias são as que estão na sede de concelho, porque é onde há um maior número de eleitores, nós recebemos muito pouco".

Na obra agora inaugurada foram gastos cerca de 80 mil euros financiados pela Direcção Geral das Autarquias Locais (DGAL) em 35%, dos quais, segundo o autarca faltam ainda receber mais de 25 mil. A cargo da Câmara Municipal ficaram as obras exteriores do centro da aldeia. Beraldino Pinto, presidente da autarquia revela que a sede e os arranjos do exterior da aldeia são obras muito importantes para Vilarinho do Monte.

"De facto, esta obra é o exemplo do querer, duma aldeia, duma comunidade e de um presidente de junta que ambicionava desde há muito ter um espaço para sede da junta de feguesia e para servir a população. Aqui deu-se ainda um outro aspecto importante que foi permitir requalificar, fazer aqui uma intervenção urbanística nesta zona, no centro da aldeia onde havia umas construções em ruínas e que a junta de freguesia comprou e, portanto, este espaço que era uma zona muito degradada, ficou agora reabilitado e com a nobreza que justifica o centro de uma aldeia. É um marco importante também pela persistência numa freguesia pequena, de conseguir reunir as condições para concretizar este objectivo. A Câmara Municipal colaborou na intervenção da envolvente. Se não fosse intervencionada a envolvente, não fazia sentido este edifício aqui no meio, mas todo o espaço envolvente, o espaço público, a rua, o largo... foi intervencionado... Foram reunidas agora as condições para que esta sede de junta passasse a estar disponível ao serviço da população".

Já os habitantes da aldeia, que até agora tinham de se deslocar a casa do presidente da junta para tratar dos assuntos da freguesia, mostram-se satisfeitos com o novo espaço.

"Fazia falta. Às vezes a gente não sabe com há-de fazer certas coisas e eles lá explicam-nos", afirma Delfim Fernandes.

"Quando precisávamos do presidente da Junta tínhamos de ir a casa dele, a Torre Dona Chama. E quem não tinha carro como fazia? Não tinha geito nenhum", acrescenta António Gomes.

A Junta de Freguesia de Vilarinho do monte, em Macedo de cavaleiros foi inaugurada no sábado. Um sonho com mais de trinta anos agora tornado realidade.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Empresa de Macedo de Cavaleiros promete dinamizar a região transmontana


António Afonso na apresentação do projecto

Por: Sara Geraldes
Foi apresentada ontem em Macedo de Cavaleiros uma empresa que promete dinamizar o turismo da região transmontana. Funciona principalmente através de um portal na internet onde são apresentados vários pacotes turísticos que fornecem serviços de alojamento, restauração e animação. A ideia partiu de um macedense que se inspirou em Miguel Torga.
Reino Maravilhoso é o nome desta empresa criada por António Afonso. O professor aposentado que já pertenceu ao Turismo Porto e Norte considera que Trás – os - Montes e Alto Douro proporciona serviços com qualidade aos turistas. Mas estava a faltar um portal que os divulgasse de forma simples e eficaz a todo o mundo.
Achamos que temos boas unidades de alojamento, uma excelente gastronomia e empresas de animação turística que ocupam o tempo das pessoas. Só faltava congregar tudo isto e apresentar um portal que o turista pode consultar.”
 
O Reino Maravilhoso conta já com mais de cem parceiros dos 38 concelhos de Trás-os-Montes. António Afonso pensa que a partir de agora vão ser muitos mais a juntarem-se ao projecto.

Penso que agora vai aumentar muito. Já temos as melhores unidades de alojamento e os melhores restaurantes”, diz.
 
É o caso de João Saraiva, gerente do Solar de Chacim, Turismo de Habitação, que explica que apesar de ter a unidade turística lotada é importante aderir a este projecto.
“Porque diz muito respeito à região e estamos inseridos na parte do alojamento. Já estamos noutros projectos mas este é da região”, sublinha.
 
Em qualquer parte do mundo pode ser adquirido um destes pacotes turísticos através do site http://www.reinomaravilhoso.com/ e usando como voucher o comprovativo do pagamento efectuado numa caixa multibanco ou através de transferência bancária.

Presente na apresentação do projecto esteve Carlos Ferreira, do Turismo Porto e Norte que elogiou a iniciativa que espera que sirva de exemplo numa região com pouca tradição no sector.

É óbvio que o Nordeste Transmontano não tem a tradição do sector do turismo que tem, por exemplo, o Algarve, a Madeira ou Lisboa. É um sector que é novo no mundo mas ainda é mais novo no contexto da nossa região. Esperemos que este tipo de iniciativas, um conjunto de sinergias que se juntem à volta de todos os parceiros da cadeia do turismo consigam vir a criar tradição. Sabemos que éramos uma região essencialmente agrícola e de alguns serviços mas o turismo tem vindo a afirmar-se”.

Já Beraldino Pinto, presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros salienta que este projecto pode ser muito mais do que uma empresa.

A criação desta empresa é importante por vários aspectos. Por um lado, porque é mais uma empresa, cria novos empregos. Mas penso que é mais importante porque vai entrar num sector da economia, o turismo, no qual apostamos muito e no qual a região está a dar bons passos, mas há ainda necessidade um grande investimento. E esta empresa, com as suas características vai ter um efeito dinamizador e um efeito de interligação com muitos dos parceiros, dos protagonistas no sector do turismo. Pode ser um contributo que vai muito para lá do projecto empresarial em si, espero que tenha a capacidade ser um input importante noutros agentes do turismo que vão encontrar aqui uma ferramenta para se promover e para aumentar a actividade económica”.

Um projecto inovador na região transmontana apresentado ontem em Macedo de Cavaleiros.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Café assaltado no feriado em Macedo de Cavaleiros

Por: Sara Geraldes

Um café no centro de Macedo de Cavaleiros foi assaltado esta segunda-feira em plena luz do dia. Segundo a proprietária, tudo terá acontecido em poucos minutos, cerca das 14 horas.
Júlia Moutinho conta que o assaltante estava sozinho dentro do estabelecimento, aparentando ser um cliente normal. No momento em que a proprietária e a empregada foram servir os clientes da esplanada, o indivíduo aproveitou para roubar os cerca de 150 euros que se encontravam na caixa registadora.
 
Estava aqui sozinha com a empregada e ele estava sozinho na sala. Esperou que fossemos à esplanada e num virar de olhos e dois segundos abriu-me a caixa”, conta.

A proprietária conta que não desconfiou de nada e que ainda se cruzou com o indivíduo quando este saiu do café.

Ia a entrar e ele a sair, cruzámo-nos na porta. Notei que ia aflito. Dei por ela porque ficou a caixa registadora a apitar. Chamei a GNR, que fez o que tinha a fazer”, sublinha.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Final do Campeonato de Voleibol pode vir a realizar-se de novo no Azibo

Por: Sara Geraldes
A realização da Final do Campeonato Nacional de Voleibol de Praia na Albufeira do Azibo teve um balanço “extremamente positivo”, quer para a Federação Portuguesa de Voleibol quer para a autarquia macedense. Leonel Salgueiro realça as qualidades do local e afirma mesmo que, se a autarquia quiser, a prova pode vir a realizar-se novamente em Macedo de Cavaleiros.
“Se o presidente da câmara disser que sim, por nós é provável que a gente volte. Nós temos esta parceria com o município, não só a nível do nacional de praia. Também temos uma parceria ao nível do gira - vólei, um projecto nas escolas de primeiro ciclo que estamos a implementar em vários concelhos do distrito de Bragança. Se depender de nós, creio que estaremos cá novamente. Estes três dias correram muito bem. Aqui tem as condições ideais para tudo. Uma família   que queira fazer aqui um piquenique, fazer praia e assistir ao campeonato de voleibol tem todas as condições”.
O autarca, Beraldino Pinto refere que esta final deixa a autarquia satisfeita pela parte desportiva e pela divulgação da região.
“Correu excepcionalmente bem. Isso é uma alegria grande. O agrado com que os atletas vêm a Macedo. As condições que nós tentamos proporcionar correspondem às expectativas. Esta final deve deixar satisfeitos todos os transmontanos”.
Beraldino pinto refere que a realização do campeonato na Albufeira do Azibo no próximo ano depende da federação, por isso tudo indica que a prova se volte a realizar mais uma vez na Praia da Ribeira.
“Pela nossa parte é para continuar esta aposta no voleibol de praia. Ainda esta semana terminou aqui o primeiro torneio de voleibol de praia. O voleibol está a consolidar-se no nosso concelho e isso também merece registo”.
Balanço positivo para a realização da Final do Campeonato Nacional de Voleibol de Praia pelo segundo ano consecutivo na Praia da Ribeira. Com a Federação e a autarquia satisfeitas pode-se esperar a realização de mais provas de voleibol nesta praia e provavelmente a final do próximo ano.
                                                                           

Campeões Nacionais de Voleibol conhecidos pelo segundo ano no Azibo

Por: Sara Geraldes

Pelo segundo ano consecutivo, a albufeira do Azibo consagrou os campeões nacionais de voleibol de praia. As duplas Roberto Reis/ Fabrício Silva e Ana Freches / Juliana Antunes repetiram os títulos do ano passado.
As campeãs nacionais femininas foram as primeiras a ser conhecidas.  Ana Freches e Juliana Antunes venceram a dupla  Joana Resende/Tânia Oliveira por 2-0. Ana Freches revalida o título pela sexta vez e a pela segunda vez ao lado de Juliana Antunes e no Azibo. Uma final competitiva que fez com que a dupla tivesse que se empenhar bastante para conseguir o título. O espírito de equipa entre as duas jogadoras fez com que se sagrassem, de novo campeãs nacionais.
Em terceiro lugar ficou a dupla Raquel Lacerda e Joana Vasconcelos ao vencer por  2-1 a dupla Sandra Castro/Joana Neto, que arrecadou assim o 4º lugar.
No caso dos masculinos Roberto Reis e Fabrício Silva também conhecido por Kibinho também revalidaram o título de campeões nacionais ao derrotarem, por 2-1 Januário Silva/Fabrício Barros. Após a vitória Roberto Reis revelou que esta foi uma final bastante competitiva, uma vez que as duas duplas se conheciam muito bem e treinaram juntas, o que faz também com que a equipa de adversária conheça os pontos fracos da dupla vencedora.
No jogo de atribuição dos 3.º e 4.º lugares, José Pedrosa e Nélson Brízida venceram por 2-0 Rui Moreira e Ricardo Alvar.

Sócios dos Bombeiros de Macedo de cavaleiros não autorizam venda do quartel

Por: Sara Geraldes

Os sócios da Associação Humanitária dos Bombeiros de Macedo de cavaleiros não autorizam a venda do antigo imóvel com vista à regularização das dívidas da Associação.

Depois de não se ter chegado a um consenso na reunião extraordinária de Junho, a Assembleia voltou a reunir na passada sexta-feira para discutir o mesmo assunto. 27 sócios votaram contra, 10 votaram a favor e 3 abstiveram-se. Um “resultado histórico” nas palavras do próprio presidente da Assembleia mas que não surpreende José Carlos Dias, o presidente da Associação Humanitária.
“Agora vou reunir com a direcção e deliberaremos o caminho a seguir”, frisou.

Recorde-se que os bombeiros de Macedo de Cavaleiros têm uma dívida que ultrapassa os 222 mil euros, dos quais cerca de 200 mil estão relacionados com a construção do novo quartel. Na última reunião os sócios pediram que a direcção tentasse encontrar outras soluções para a situação mas José Carlos Dias argumenta que a venda do imóvel é a melhor solução a curto prazo.

Contactámos os bancos e negaram-se. Eles estão cheios de casos e querem é vender os que têm. Houve um banco que nos fez uma proposta mas com juros e spread incomportáveis”, revelou.

Esta situação é agravada, segundo o presidente pelo actual modelo de transporte de doentes.

A grande parte de receita que tínhamos vinha do transporte de doentes, que agora não existe e, por isso, não há dinheiro.”

Quem votou contra a alienação do imóvel foi o próprio comandante dos bombeiros, João Venceslau. Antes de vender o antigo imóvel recorda que este ainda precisa de sofrer várias alterações, facto que impediu que a mudança dos bombeiros para o novo quartel tivesse sido feita mais cedo.
Votei contra porque mantenho a posição da primeira assembleia. Neste momento não nos é favorável a venda. Basta pensar na situação actual. E sou da opinião, enquanto sócio, que acabará por ter esse fim. Mas ao fazermos uma venda devíamos criar, primeiro, melhores condições no actual. Com a venda daquele iríamos só pagar dívidas anteriores”, sublinhou.

João Venceslau admite que os bombeiros de Macedo estão a passar por uma situação difícil e reforça a ideia de que a união é muito importante para que se possa continuar a garantir o socorro a toda a população.

Também entendo que, neste caso, a direcção tem um problema grave em mãos, que herdou de outra direcção. Temos de nos unir, porque estamos a falar de socorro a pessoas, que não pode ser posto em causa em momento algum.”

Os sócios da Associação Humanitária dos Bombeiros de Macedo de Cavaleiros a manifestarem-se assim, contra a alienação do antigo quartel. As dívidas dos Bombeiros ultrapassam os 222 mil euros e há já fornecedores que ameaçam recorrer aos tribunais.