quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Petição contra portagens vai avançar para AR

Por: Miguel Midões

Ainda não há data para terminar a recolha das assinaturas da petição lançada pelo autarca de Macedo, que pede a isenção dos transmontanos em relação ao pagamento de portagem na Auto-estrada Transmontana.Beraldino Pinto desconhece o número de assinaturas recolhidas até ao momento.


“É impossível saber o número total de assinaturas até este momento porque há vários pontos de assinatura e a recolha ainda não foi feita” refere o presidente da câmara de Macedo.Há pontos diferentes que impedem que as petições, de Bragança e Macedo de Cavaleiros, sejam unificadas num mesmo documento.

O aspecto em comum, diz Beraldino Pinto, é que ambas estão contra a existência de portagens.“Há um ponto em que é comum que é a discordância com as portagens” pois “as portagens aqui não fazem sentido” por causa “das dificuldades que a região padece”.

No caso de as portagens se tornarem universais, o autarca de Macedo quer uma moratória, para compensar a região e dar tempo para que ganhe competitividade.“Nós pedimos que nos dêem um período de tempo para compensar os anos que outras regiões tiveram de auto-estradas grátis contribuindo para o seu desenvolvimento” afirma.

“A região também tem de aproveitar esse tempo sem portagens para ganhar algum reforço de competitividade e tornar-se mais sustentável na perspectiva das empresas e da economia da região que é bastante débil. Por isso precisa de alguns estímulos para conseguir vingar” salienta.

Depois de recolhidas as assinaturas, a petição macedense será entregue na Assembleia da República.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Desporto - Concurso de Pesca das Vindimas regressa ao Azibo

Por: Sara Geraldes
O Clube de Caça e Pesca de Macedo de Cavaleiros está a organizar mais um concurso de Pesca Desportiva das Vindimas. Este ano o concurso regressa à Albufeira do Azibo. É já no próximo Domingo, dia 11 de Setembro como explica o Presidente do Clube de Caça e Pesca, António Oliveira (mais conhecido por Pardal).
“Este concurso das vindimas já se realiza há anos. Temos sempre feito fora de Macedo e este ano regressamos à nossa barragem. O concurso vai-se realizar no Azibo, junto à praia da Ribeira”.
Um concurso que se realiza há cerca de seis anos. António Oliveira explica que o regresso ao Azibo se deve sobretudo ao aumento da densidade do peixe.
“Antigamente íamos para outros locais, para o Pocinho, Moncorvo, Mirandela… e outros locais… Mas agora temos muito peixe no Azibo como por exemplo a perca. Antigamente com os lúcios havia menos peixe e quem ganhava o concurso tirava 50 ou cem gramas… No último concurso que fizemos no Azibo, em Junho, saíram 35 quilos de peixe, é muito peixe que está a sair”.
O concurso de Pesca das Vindimas costuma ter uma boa adesão por parte dos Pescadores. As inscrições estão abertas até ao próprio dia da competição.
“É um concurso onde temos sempre muita gente. Esperamos juntar cerca de 60 pescadores. Vêm de toda a zona norte, já temos inscrições do Porto… Podem fazer as inscrições durante toda a semana e na hora, na Praia da Ribeira”.
Depois do concurso segue-se o almoço tarde de convívio junto às instalações do Clube de Caça e Pesca de Macedo de Cavaleiros.

Contrato com a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro é impossível de suportar pelos municípios

Por: Miguel Midões

O contrato com a Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro é impossível de suportar pelos municípios. A convicção é do autarca macedense que adianta que o baixo preço cobrado ao consumidor não permite folga às autarquias e rendimentos suficientes para ter as facturas em dia com a empresa.
Beraldino Pinto espera que haja uma revisão na solução de pagamento do montante em dívida, pois considera que os dois anos dados para pagar não são suficientes.A oposição interrogou a Câmara de Macedo acerca do meio milhão de euros de alegada dívida do município à empresa Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro.

O custo com os sistemas é insuportável, refere Beraldino Pinto.O autarca de Macedo acrescenta que é impossível também imputar esse custo ao utilizador.É insustentável para os municípios do interior que estão abrangidos por estes sistemas municipais na medida em que não podem fazer reflectir nos munícipes os custos que têm com os sistemas” afirma o autarca.
“O preço da água em alta é absolutamente insuportável e ria défices que as amaras municipais não conseguem suportar. Que se vão acumulando e se tornam um grande encargo” acrescenta.

Há pouco tempo houve uma tentativa de acordo com o Ministério do Ambiente para rever os modelos estabelecidos. Mas, Beraldino Pinto sugere que haja uma reformulação do financiamento do sistema.É preciso fazer um ponto da situação em termos do modelo de regularização do financiamento de todo o sistema e criar condições para que as amara municipais consigam fazer essa regularização” entende. “O que a empresa pretenderia é que os municípios regularizassem todas as situações em dois anos mas os orçamentos não suportam esse ritmo porque têm vindo a ser vítimas de uma quebra de receitas muito grandes” salienta.

Beraldino Pinto justifica como se chega a uma dívida de cerca de meio milhão de euros em água e resíduos.“As famílias e as empresas não têm capacidade para suportar a totalidade desses encargos. São as câmaras municipais que estão a servir de amortecedor. Como é uma situação do passado já se traduziu num aumento dos prazos de pagamento da dívida” refere.

As receitas que a autarquia de Macedo tem com a cobrança de água e dos resíduos não é suficiente para pagar a factura à Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro. Uma situação que desagrada ao autarca local, que quer ver revisto o financiamento do sistema.

Recorde-se que o autarca de Mogadouro já contestou este sistema e esta dependência da Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro ameaçando abandonar o protocolo e voltar a controlar todo o sistema de abastecimento de água ao seu concelho.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Desporto - Treinador dos juniores previa um resultado negativo

Carlos Choupina, treinador dos juniores do Clube Atlético refere à Onda Livre que já estava à espera de um resultado negativo uma vez que a pré-época começou apenas há 15 dias. Contudo o treinador não esperava que o primeiro jogo no campeonato Júniores C ditasse uma derrota frente ao Merelinense por 7-0.
Estava à espera de um resultado negativo, não com os 7, mas negativo devido a termos começado tarde a pré-época”.
Recorde-se que Nuno Maravilha abandonou a equipa técnica e Carlos Choupina começou a treinar os juniores há apenas 15 dias. Contudo, com férias já marcadas para esta altura, o treinador acabou por passar apenas uma semana com a equipa. O técnico lamenta que tal tenha acontecido, refere à Onda Livre que gostaria de ter tido pelo menos um mês e meio para treinar a equipa.
“Faz parte dos meus princípios, quando pegar numa equipa, no mínimo pegar nela um mês e meio antes. Mais a mais isto é um campeonato nacional, não é distrital e que requer muito cuidado.”
Carlos Choupina considera, no entanto que a equipa não foi afectada por esta situação e que os jogadores estão motivados. O próximo jogo é já no próximo fim-de-semana, desta vez em casa, o que na opinião do técnico pode ser uma vantagem. Carlos Choupina revela ainda que já estudou a próxima equipa adversária: o Barroselas.
“Há motivação. O próximo jogo já é em casa. Como estava de férias nessa zona já fui ver um jogo, para estar a par da situação e já me informei sobre a equipa”.
O Macedo a estrear-se no Campeonato Nacional de Juniores C com a derrota em casa do Merelinense por 7-0. Declarações para ouvir na íntegra no Onda Desportiva – rescaldo da Jornada às 21h.

Maciço de Morais é "singularidade geológica"

Por: Miguel Midões

Mostrar a singularidade do Maciço de Morais a pessoas com formação – é o objectivo das saídas de Geologia no Verão, da Ecoteca de Macedo de Cavaleiros e da Ciência Viva.
Eurico Pereira, geólogo e investigador, sublinha que no Monte de Morais há vestígios de dois continentes e um oceano.



“Testemunhos de um continente e de um oceano que estava de premeio e outro continente. Quando há colisão de continentes, o oceano desaparece, é mergulhado outra vez no manto, as rochas da crosta oceânica são mais densas e regressam à origem, mas uma pequena parte devido a esse choque de continentes pode sobrepor-se à margem dos continentes. Temos testemunhos de um continentes, que seria correspondente à actual América do Norte e Europa do Norte. Temos do outro lado, outro continente, vestígios do supercontinente gondoânico, que reunia África, América do Sul e Antártida”.

O geólogo considera que o Maciço de Morais é “uma singularidade geológica bastante importante”.

“Diria antes que é uma singularidade geológica bastante importante. É capaz de não haver no globo exemplos tão didácticos como este. Sem dúvida que é um singularidade geológica”.

Pedro Teiga, investigador da Universidade do Porto, refere que para além da riqueza geológica, esta saída permite ainda observar alguma flora endémica.

“Alguns endemismos, como uma espécie hiper acumuladora de níquel. Depois as plantas aromáticas e medicinais, que fazem parte da sociedade transmontana e que podemos conhecer in loco. E também fomos identificando todos os animais que nos forem aparecendo ao longo do dia”.

As saídas de campo da Geologia no Verão atraem sobretudo professores da área e investigadores, mas desta vez também os mais novos quiseram marcar presença e aprender mais. É o caso de Guilherme e de Ariana, ambos com apenas 12 anos.

“É muito giro. Gosto da ciência, mas mais para a Biologia. Observámos rãs, várias plantas e isso foi o que mais gostei nesta saída, apesar de ter aprendido mais sobre as rochas” – Guilherme

“Rochas, animais e plantas que não conhecia. Esta área interessa-me, gostava muito de a seguir” - Ariana

As saídas da Geologia no Verão começam em Santulhão, passam por Izeda, Morais, Sobreda e Balsamão, onde se pode observar um perfil completo da crosta oceânica, depois a expedição segue para a zona de Lagoa, onde pode ser visto um perfil da crosta continental, e termina junto á ponte de Remondes, no rio Sabor.

Festival de Música Tradicional permite troca de culturas

Por: Miguel Midões

O Festival Internacional de Música Tradicional é uma troca de cultura musical entre os vários países representados no evento.
Este fim-de-semana, o Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros viu passar pelo palco grupos portugueses, espanhóis e venezuelanos. Uma troca de culturas, que pode resultar numa conjugação do merengue venezuelano com a gaita-de-foles.



“É maravilhoso poder escutar um merengue venezuelano acompanhado com um pandeiro brasileiro, que se adapta perfeitamente. Ou um canto margaritenho, acompanhado com um nudo africano. Enquadra-se muito bem. Quanto à gaita de foles de Miranda, já falámos com o Paulo e creio que no futuro também vamos fazer algo” - María Teresa Hernadez, dos Yarikuté.

A segunda noite do festival encerrou com Sebastião Antunes, o cantor português considera que este género de festivais veios ressuscitar uma cultura que estava esquecida.

“Acho que nesta altura, este movimento todo que se passa em Portugal, de muitos festivais, está a dar uma ajudinha a combater a crise, que nós não percebemos muito bem o que é. Estamos a reforçar a identidade cultural e a fazer com que as pessoas ganhem o hábito de ir a concertos e espectáculos, que era algo que estava anestesiado em Portugal”.

A XII edição do Festival de Música tradicional não esqueceu os grupos locais. Os Pândegos, da Freguesia das Arcas, estão a dar os primeiros passos e este festival foi mais uma oportunidade de promoção.

“A ideia de criar mais este grupo surgiu da necessidade de dar um cariz diferente aos Toc’a Bombar. Eu dava uns toques de acordeão e precisávamos de um reportório maior. Também tivemos o apoio da Câmara e do professor Luís Neves, que dá aulas gratuitas e nós enviámos para aqui alguns dos nossos jovens”.

O Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros encheu para assistir aos dois dias do Festival Internacional de Música Tradicional. Além dos grupos de cartaz houve ainda a animação de rua de diversos grupos concelhios.

Empreendedorismo e Conselhos Municipais em destaque no encontro da JS

Por: Miguel Midões

O empreendedorismo e os conselhos municipais da juventude estiveram em destaque na reentrée política da JS de Bragança, que decorreu, este fim-de-semana em Mogadouro e Macedo de Cavaleiros.
A JS distrital de Bragança lançou o desafio a todas as autarquias do distrito para a implementação do Conselho Municipal da Juventude, mas até ao momento os trabalhos de criação apenas decorrem em Alfândega da Fé e em Miranda do Douro.

“Penso que houve uma ou duas das quais ainda nem resposta obtivemos. Alfândega da Fé está a trabalhar muito bem, Miranda do Douro também. Das restantes obtivemos a resposta de que iriam trabalhar para a implementação dos conselhos. Estamos a trabalhar para que sejam criados o mais breve possível, para que os jovens participem activamente na política do concelho em causa”.

Em Macedo de Cavaleiros, Nuno Miranda, presidente da JS distrital de Bragança, teme que o Conselho Municipal da Juventude não saia do papel.

“Penso que isso vai continuar a não sair do papel, porque não há vontade política. Quem de direito terá de responder porquê porque eu não sei responder”.

Pedro Alves, secretário-Geral da JS e deputado na Assembleia da República, explica porque alguns municípios temem a criação de Conselhos Municipais da Juventude.

“As objecções prendem-se com a visão que alguns municípios têm destes CMJ, como uma ingerência na gestão do município. Nada disso. A legitimidade democrática das Câmaras Municipais não está em causa. Em causa está o facto de dotar os jovens para participar na gestão municipal, sendo auscultados relativamente ao orçamento, ao plano e a todas as iniciativas promovidas na área da juventude. É um órgão consultivo.”

Já Rui Vaz, presidente da concelhia socialista de Macedo de Cavaleiros, congratula-se com o facto de a reentrée política da juventude do seu partido ter começado em Macedo.

“É com grande satisfação que vejo a juventude socialista a trabalhar. É com grande regozijo que vejo uma iniciativa da JS passar por Macedo e falar de um tema tão importante para os jovens, como é o empreendedorismo.”

A Juventude Socialista do distrito de Bragança quer fixar os jovens na região e, na sua óptica, essa fixação passa pelo espírito empreendedor e pela maior participação dos jovens nos assuntos públicos dos municípios.