terça-feira, 19 de julho de 2011

Diocese Bragança-Miranda tem novo bispo

Por: CIR

Já está nomeado o novo bispo da diocese Bragança-Miranda.O Padre José Manuel Cordeiro, de 44 anos, vai suceder a Dom António Montes Moreira.  O Papa Bento XVI nomeou como novo responsável máximo da igreja transmontana um padre que pertence ao clero desta diocese e é actualmente reitor do Pontifício Colégio Português em Roma. O anúncio foi feito hoje pela Santa Sé coincidindo com a renúncia ao governo pastoral da diocese transmontana do bispo D. António Montes Moreira, que a 30 de Abril de 2010 completou 75 anos, o limite de idade estabelecido pelo Direito Canónico para apresentação da resignação.

O padre José Manuel Cordeiro é o mais jovem elemento do episcopado católico português.Apesar de ter nascido em Angola tem naturalidade na aldeia de Parada, concelho de Alfândega da Fé, onde se estabeleceu com a família depois de ter regressado de África. Foi ordenado padre para a diocese de Bragança-Miranda em Junho de 1991, depois de ter concluído os estudos filosóficos e teológicos no centro regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa. Entre 1991 e 1999 foi pároco, formador no seminário da diocese transmontana e capelão do Instituto Politécnico de Bragança, e de 1999 a 2001 frequentou o Pontifício Ateneu de Santo Anselmo, em Roma, obtendo a licenciatura em Liturgia, disciplina em que se doutorou no ano de 2004, naquele instituto. O futuro bispo foi vice-reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma, entre 2001 e 2005, ano em que foi nomeado reitor desse estabelecimento, cargo que ocupava até hoje. Em 2004 iniciou a carreira docente no Pontifício Ateneu de Santo Anselmo e em Novembro de 2010 o Papa Bento XVI nomeou-o consultor da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.A Brigantia procurou entrar em contacto com o novo bispo, mas até o momento ainda não foi possível. À Agência Ecclesia, José Manuel Cordeiro disse que tenciona “levar uma mensagem de esperança à diocese do Nordeste Transmontano”, vendo este regresso à região “num misto de temor e tremor, esperança e confiança”.
Considera que “é uma grande mudança” e acrescenta que “o facto de ser o mais novo bispo é um acto de confiança e também de coragem do Santo Padre”.

Autarquia de Macedo promove cinco noites de observação astronómica

Por: Sara Geraldes
Durante esta semana a autarquia de Macedo de Cavaleiros promove a iniciativa Astronomia no Verão - “ Vale a pena olhar o céu”, inserida no programa Ciência Viva.  Cinco noites dedicadas à observação astronómica em cinco locais diferentes do concelho. O formador, Rui Miranda explica em que consiste a actividade.
“É uma sessão de observação astronómica em que nós temos um telescópio que é propriedade da autarquia que vai a cinco locais onde vamos fazer observação e interpretação das observações… Há um monitor que faz o acompanhamento das sessões… Se o tempo o permitir, uma vez que tem estado um pouco nublado, irão ser observadas vários tipos de estrelas… O planeta Saturno também, com algumas das suas luas… Se as condições permitirem e mais lá para o final da noite pode-se ver também uma galáxia, que é a Andrómeda… Para além da observação que se faz com o telescópio e da interpretação que é dada pelo monitor vai ser também possível ver e observar o céu e falar sobre o céu a olho nu: as estrelas, as constelações, a orientação…”.
Há mais de 10 anos a participar nesta iniciativa, Rui Miranda refere que a participação da população tem vindo a aumentar, embora haja pessoas que esperavam observar outro tipo de realidades.
“Há uns anos atrás simplesmente faziam-se uns anúncios a aparecia-mos nas aldeias e a adesão era fraca. A partir do momento em que se começou a pedir aos párocos que avisassem na missa dominical anterior, a adesão começou a ser muito maior. Há dois tipos de público que vai às sessões de astronomia. Uma parte das pessoas noto que fica um pouco defraudada com as expectativas que tem porque se calhar está à espera de olhar para o telescópio e ver umas coisas enormes, brilhantes… E não é isso…”.
O formador explica que “uma estrela não deixa de ser um ponto”.
“Uma estrela não deixa de ser um ponto, uma nebulosa é uma ténue mancha difusa… Se calhar as pessoas estão à espera de ver coisas fantásticas e acabam por desistir… Mas há sempre público que fica, gosta e quer mais… e que se entusiasma… há esses dois tipos de público…”.
Rui Miranda refere ainda que há muita coisa para observar a olho nu.
“Grande parte das coisas são visíveis a olho nu. Não é com um telescópio que nós vemos um meteorito, por exemplo, que é um fenómeno interessante que fascina a toda a gente que diz ’vi ali uma estrela cadente’… A Via Láctea, aquela mancha que também se chama Estrada de Santiago é visível a olho nu, com telescópio vêem-se pormenores da Via Láctea”.
Cinco noites de observação astronómica, a partir das 21.30. A iniciativa “Vale a pena olhar o céu” decorreu ontem em Vale Pradinhos. Hoje é a vez de Bagueixe, amanhã Bornes, quinta-feira Castelãos e na sexta-feira pode observar as estrelas na Albufeira do Azibo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Tradição da "Ceifa, Transporte e Malha dos Cereais" recriada em Morais este fim-de-semana

Por: Sara Geraldes
“A ceifa, o Transporte e a Malha dos Cereais” é uma tradição recuperada na aldeia de Morais, em Macedo de Cavaleiros. Pelo sexto ano consecutivo, a AMMOR, Associação de Melhoramentos e Amigos de Morais e a autarquia local organizaram a iniciativa que começou no sábado à noite com um arraial popular. Ontem bem cedo, pelas sete da manhã começou o trabalho no campo.
É ao som de cantigas populares que se ceifa, transporta e malha o trigo. Uma rotina que não é assim tão distante para grande parte dos habitantes da aldeia de Morais. Agora a tradição é recordada pelo sexto ano consecutivo, Angelina Alves conta como se fazia na sua mocidade.
“ Era com um trilho, de volta com vacas. A gente estendia o pão numa roda e as vacas andavam de volta e andávamos em cima de um objecto que lha chamavam o trilho. E andávamos de volta, depois virava-se… E era assim que se malhava o pão… Quando eu tinha por volta de 15 anos é que apareceram as máquinas esbulhadoras, como nós lhe chamávamos…”.
Um tempo muito diferente do que se vive agora. Angelina Alves considera importante mostrar estas tradições às gerações mais novas.
“Estou a gostar. Gosto muito do tempo antigo. As tradições não se deviam deixar acabar… Para que estas pessoas novas saibam pôr o valor aos trabalhos dos pais e dos avós, eles não sabem… Às vezes eu conto aos meus filhos: ‘A vossa avó era assim, andava com as ovelhas…andava-se a cegar… e de madrugada iam a apanhar os molhos…’. E os meus filhos perguntam-me: ‘Oh mãe, então era uma vida tão escrava?Era meu filho, era uma vida dura, vós hoje não conheceis o que é trabalho…”.
Quem se lembra bem desta rotina é Domingos Alves que se encontra a malhar o trigo e nos conta como se chama o utensílio de madeira que tem na mão.
“É o malho, para malhar o centeio, para fazer a ‘bancelha’ para atar o trigo… É uma tradição antiga dos velhos…Usou-se sempre esta tradição, até hoje… Há cinco anos que fazem esta brincadeira e é bem recordar o passado…”.
A gastronomia não ficou de parte neste evento que contou com almoço no campo pelas 9 da manhã e merenda na eira, depois da malha.
“Dantes era o mata-bicho, ia-se para a terra a ceifar…Dali a pouco tempo era o almoço, como foi hoje recordada a tradição, depois juntava-se o pão, fazia-se o ‘murrenal’, depois haviam os animais que o apanhavam com os carros a chiar… Depois da ‘carreja’, fazia-se a meda na eira, da eira ia para a malhadeira, da malhadeira ficava em palha que depois ia para o palheiro…”.
O grupo “Toca a Bombar” das Arcas e o Grupo de Cantares de Castelãos proporcionaram também animação às dezenas de visitantes que passaram ontem por Morais.
Mário Teles presidente da Junta de Freguesia de Morais conta que este evento surgiu depois de ter adquirido uma máquina dos anos 80 usada na malha do cereal da aldeia.
“Tudo começou por adquirir a máquina de fazer a malha. Depois de termos adquirido a máquina, tínhamos que ir a buscar o que vem atrás: a ceifa, o transporte e a malha na parte final…”.
O presidente revela que adesão tem sido um sucesso, por isso é uma iniciativa para continuar.
“No primeiro ano as pessoas aderiram muito facilmente. É o sexto ano consecutivo que fazemos e, como viu as pessoas da terra estavam e continuam a estar… Eu não tenho dúvidas que isto vai continuar, não tenho dúvida nenhuma…”.
Também o presidente da autarquia de Macedo de Cavaleiros esteve presente nas malhas. Beraldino Pinto salientou a importância do envolvimento da população de Morais, referindo que este é um evento que atrai cada vez mais visitantes.
“Eu penso que está na mesma linha do que era feito antigamente… A forma como a população se empenha por mostrar como se fazia genuinamente, como se trajam as mulheres e os homens para mostrar como era…Esse empenhamento mostra, de facto, que a alegria de partilhar se mantém e a alegria da colheita veio até este momento”.
Pelo sexto ano consecutivo, a aldeia de Morais recriou a tradição da “Ceifa, Transporte e Malha dos Cereais”.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Reberdegar é o novo trabalho dos La Çaramontaina

Por: CIR
Reberdegar é o título do novo trabalho do grupo mirandês La Çaramontaina. Um grupo de Fonte da Aldeia que pretende divulgar a cultura do planalto.



São 11 faixas de música tradicional mirandesa, que chegam domingo às lojas da rede Fnac.
Abílio Topa, um dos mentores do grupo, sublinha que é uma forma de regressar a outros tempos.

“É um disco com as faixas todas em Mirandês, do cancioneiro tradicional. Está baseado numa grande tradição que há em Fonte da Aldeia, que é a festa da Santíssima Trindade, em que as mocidades das outras aldeias podem fazer rondas à volta da capela. Foi baseado nesses cultos gentílicos que fizemos uma faixa para cada aldeia”, explica o músico.

Os versos originais são dedicados às mocidades das aldeias do planalto.

A sonoridade é construída à base de instrumentos diversos, desde a flauta transversal ao violino, à gaita-de-foles galega e às percussões tradicionais mirandesas.

“Encontramos uma forma musical um tanto ou quanto vanguardista, com instrumentos que não são propriamente da tradição mirandesa mas também encontramos faixas que são tocadas de forma ancestral.”

Todos os seis elementos dos La Çaramontaina são oriundos da região de Miranda do Douro.
Reberdegar chega domingo às lojas FNAC.

Investimento público para o interior

 Por: CIR

O interior do país precisa de mais investimento público para dar mais oportunidades de desenvolvimento a essas regiões.
Esta ideia de maior coesão territorial foi defendida por António José Seguro, esta quinta-feira, em Bragança.

“Eu quero um país mais desenvolvido, mais solidário, com mais coesão social e territorial” refere, acrescentando que “temos tido um desenvolvimento que não tem sido harmonioso pois o nosso país está inclinado para o litoral onde estão concentrados os investimentos públicos”.

José Seguro salienta que “o interior, muitas das vezes desertificado e despovoado, aquilo que precisa é de um pouco de investimento público para ter mais oportunidades de desenvolvimento para fixar as pessoas que aqui estão, em particular os jovens que são a garantia do futuro do país”.

Um dos candidatos a secretário-geral do Partido Socialista passou esta quinta-feira por Bragança, em campanha e recebeu um desafio do presidente da concelhia socialista.

“A concelhia de Bragança vai ter uma reunião geral de militantes no dia 19 de Setembro e vais ter de nos prometer que vens cá debater com os militantes porque eles querem ouvir-te e discutir contigo”, refere Vítor Prada Pereira.

Um desafio que foi de imediato aceite por José Seguro seja ou não eleito. “Cá estarei no dia 19 de Setembro haja o que houver” garante. “Eu espero merecer a vossa confiança e ser líder do Partido Socialista, mas os votos só no final é que se contam, mas fica a promessa da mesma forma” acrescenta. “Quer seja eleito ou não, no dia 19 de Setembro eu estarei em Bragança” assegura.

Quem está ao lado deste candidato é o presidente da federação distrital do PS.
Mas Mota Andrade salienta que é um apoio a título pessoal.

“O meu apoio é como um militante de base, de alguém que está no PS há mais de 20 anos e que tem a certeza que José Seguro é a solução para os graves problemas que o país atravessa” refere Mota Andrade salientando que “é o homem que o país precisa de ter à frente dos seus destinos, futuramente, até para que Bragança possa ter o crescimento e o desenvolvimento que merece”.

As eleições para a liderança do PS decorrem a 22 e 23 de Julho.
Os militantes do distrito de Bragança são chamados às urnas no primeiro dia.

Bombeiros de Macedo formam empresas para combate inicial a incêndios

Por: Miguel Midões

São cada vez mais as empresas que pretendem que os seus funcionários tenham formação sobre Prevenção e Combate a Incêndios.
Em Macedo de Cavaleiros, o corpo activo dos Bombeiros Voluntários dá este tipo de formações de segurança. Uma componente teórica acerca do tipo de incêndios, materiais combustíveis e de tipologia de extintores, que é sempre associada à prática, nomeadamente ao nível do manuseamento dos extintores. A Rádio Onda Livre acompanhou uma destas sessões.

“Pode puxar a cavilha, com força”
É por aqui que se começa, depois de verificada a tipologia do extintor e a sua adequação ao incêndio que temos pela frente.
Só de seguida se deve direccionar a acção do pó químico ou do CO2 para o foco de incêndio, sem nunca virar as costas ao mesmo. Não é difícil, mas requer destreza, até porque um extintor médio tem apenas cerca de 12 segundos de agente extintor.
Porque a melhor medida para combater um incêndio é sempre a prevenção, João Venceslau, comandante dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros, sublinha que são cada vez mais as empresas que procuram os bombeiros para dar este tipo de formação aos seus funcionários.

“Em Macedo já começa a denotar-se que as empresas, não só porque a lei obriga, mas porque nunca se sabe quando é que o mal nos vai bater à porta. O incêndio é algo de violento, que coloca a nossa segurança em causa, mas também os nossos equipamentos”.

O comandante explica em que consiste esta formação e as vantagens em obtê-la.

“Consiste basicamente em dar conhecimentos a qualquer pessoa acerca da forma de utilizarmos o meio que temos ao nosso dispor, em diversos locais, ou seja, o extintor. Isto para uma fase inicial do incêndio, que é crucial para a extinção do mesmo”.

Basicamente, trata-se de uma formação que qualquer cidadão deveria ter.

“Defendemos que este tipo de formação deveria ser abrangente ao maior número possível de cidadãos, porque não sabemos quando somos nós os primeiros a detectar o início de um incêndio”.

Os primeiros a ver o incêndio devem ser os primeiros a actuar, na opinião do comandante dos bombeiros de Macedo, mas para isso é preciso que haja formação. Até porque, por muito rápida que seja, a deslocação dos bombeiros ao local leva sempre o seu tempo e a extinção de um fogo é sempre uma corrida contra este inimigo.

“A primeira intervenção deve ser feita por aqueles que assistem ao início e isso ajuda depois à nossa intervenção. Temos de entender que desde o alerta até ao chegar ao local demora tempo. Muitas vezes dizem que nós chegarmos atrasados, mas tomáramos nós conseguirmos estar no momento em que o incêndio começa. Por isso, achamos que todas as empresas, e até todos os cidadãos, deveriam ter estes conhecimentos”.

A maior parte dos estabelecimentos abertos ao público já cumpre a lei e tem planos de segurança e extintores presentes, mas poucos funcionários ou proprietários sabem manuseá-los.

Por isso mesmo, os bombeiros de Macedo dão formações sobre intervenção inicial perante incêndios. A formação pode decorrer na empresa que a solicita, caso haja condições, mas também nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros, sendo que o corpo activo dá este tipo de formações em qualquer local do distrito de Bragança.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Paragem no Túnel do Marão preocupa deputados de Bragança

Por: CIR

A paragem nas obras do túnel do Marão pode vir a afectar também a Auto-estrada Transmontana. O receio é manifestado pelos deputados dos maiores partidos, eleitos para a Assembleia da República pelo distrito de Bragança.


Adão Silva e os restantes quatro deputados social-democratas dos di
stritos de Bragança e Vila Real enviaram mesmo ao Governo três perguntas sobre esta matéria.

“Entendemos que esta questão tem uma importância transcendental para a população transmontana e tudo tem de ser muito claro. A obra está parada e os prazos não deverão ser cumpridos. Por isso, temos de pedir esclarecimentos públicos ao Governo e pedir que intervenha, que seja diligente e que não deixe que estas situações caiam num impasse”, explica.

Num documento enviado ontem ao Governo, os deputados social-democratas pretendem saber quais as razões para a paragem das obras no túnel do Marão, decretada há duas semanas e pelo período de três meses, bem como se já decorreu alguma conversação entre o Governo e a concessionária, e o tempo provável para a suspensão da obra.

É que Adão Silva teme que haja uma contaminação da situação para as obras no distrito de Bragança.
“Tenho muito receio – e espero que tal não venha a acontecer – que haja uma contaminação para a Auto-estrada de Vila Real a Bragança e, já agora, na concessão do Douro Interior, IP2 e IC5.”

Da parte do PS, Mota Andrade lamenta esta suspensão das obras. Diz mesmo que está preocupado pela falta de justificação do Governo e acredita que o atraso será grande.

“Porque retomar uma obra daquela complexidade fará com que o prazo de conclusão da obra não seja de três meses mas perto de um ano. O que mais me preocupa é que a obra não arranque. E admira-me ainda não ter ouvido uma única palavra do Governo, do ministro da Economia e Obras Públicas sobre este assunto. Obviamente que é preocupante. Mas os transmontanos já estão habituados a que quando o PSD está no Governo não justifique as atitudes. E temo que venha a prejudicar a Auto-estrada transmontana, porque isto está tudo em rede”, diz. 

Mota Andrade usa mesmo de alguma ironia, dizendo que a culpa é do PS, “que começou estas obras pelas quais tantas pessoas do Nordeste Transmontano lutaram”.

Recorde-se que as obras no túnel do Marão foram interrompidas há 15 dias. O projecto já leva um atraso superior a oito meses.