terça-feira, 27 de setembro de 2011

Macedo ainda tem explorações com brucelose

Macedo de Cavaleiros tem, pelo menos, três vacarias sequestradas devido à brucelose. O nome da doença preocupa, mas o número de explorações onde existe probabilidade de haver animais infectados é diminuto.
A Associação de Criadores e Produtores de Bovinos de Raça Mirandesa não está preocupada com os casos existentes porque já foram encontradas soluções.

Animal de bom porte e saudável a concurso em Bagueixe

 
António Pimentel, secretário-técnico do livro genealógico dos Bovinos de Raça Mirandesa garante ainda que os casos identificados na região estão todos no concelho de Macedo de Cavaleiros.

 “Há alguns casos mas estão em vias de solução. Alguns estiveram em sequestro e neste momento estão livres. Em sequestro significa que não se pode comprar nem vender em vida, vai logo directamente para o matadouro.”

A brucelose é uma das doenças mais graves que afecta os bovinos.
 Na região está praticamente erradicada.
A erradicação começou no ano 2000, quando na altura existiam cerca de 34 mil animais infectados.
 
Em 2001, a então DRATM, Direcção Regional de Agricultura de Trás-os-Montes lançou uma campanha junto dos Agrupamentos de Defesa Sanitária e, nesse mesmo ano, o número de cabeças doentes desceu para as 10 mil.
 
O trabalho de erradicação tem continuado e, dez anos depois, os casos não são mais do que pontuais.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Combatentes de Angola reunidos em Talhas

Por: Miguel Midões

Cerca de meia centenas de ex-combatentes do ultramar estiveram reunidos, este fim-de-semana, em Talhas, concelho de Macedo de Cavaleiros.
Vieram de todo o país lembrar histórias da Guerra travada em Angola.
Irmãos de guerra, unidos num almoço inteiramente oferecido por um transmontano.
Colegas do Ultramar, em Angola, da companhia 2432, vieram a Trás-os-Montes lembrar duras histórias vividas no Ultramar nos anos 60.

Camaradas da companhia 2432

“Só o facto de ter aqui este convívio é uma grande felicidade. É uma oportunidade de rever velhos tempos. Todos os anos fazemos convívios de batalhão, e como a nossa companhia é especial decidimos também fazer convívio de companhia. A união é tão forte, que eu decidi oferecer este almoço aqui em Talhas e estão cá praticamente todos.”

Narciso Pires, o organizador do evento, ofereceu aos colegas pratos típicos transmontanos: peixes do rio Sabor e posta à mirandesa.
Alferes Augusto Matos, o mais graduado dos presentes no convívio, lembra que nem sequer as famílias conseguem compreender o que passaram no Ultramar.

“Nós juntamo-nos para conviver. Quem anda a escrever, mais vale não o fazer, porque nós contamos os episódios de guerra entre nós, mas nem sequer o fazemos à família. Nós entendemo-nos nas várias pequenas muitas coisas que fazem a diferença”.

José Manuel veio de Sintra e foi o primeiro a organizar um convívio do género há mais de 20 anos.
Um combatente traz outro e a companhia, ou o que resta dela, reúne-se praticamente todos os anos sem interrupção.

“Há uns anos não havia nada do nosso batalhão e fui eu que comecei a organizar os encontros de batalhão, e depois comecei a fazer apenas da companhia também. Agora, tivemos a felicidade de termos um camarada do Nordeste Transmontano a convidar-nos para virmos cá a casa almoçar.”

A companhia 2432 esteve em Angola no noroeste do país, numa zona de mato e era composta maioritariamente por transmontanos.
As histórias da guerra, a dor e a alegria de voltarem à Pátria sãos e salvos foram sentimentos lembrados este sábado em Talhas.

Concurso de raça bovina com mais qualidade que quantidade

Por: Miguel Midões

Produtor de Talhas arrecadou 6 prémios em 7 categorias
A coincidência com a altura das vindimas pode ter estado na origem da diminuição do número de exemplares que, este ano, marcaram presença no concurso concelhio de raça bovina mirandesa, em Bagueixe, Macedo de Cavaleiros.
Houve menos quantidade, mas para a Associação de criadores e Produtores da raça, a qualidade manteve-se.

António Pimentel, secretário técnico do livro genealógico da raça mirandesa, considera que a diminuição do número de exemplares a concurso, este sábado, em Bagueixe, foi pontual.
As vindimas e a brucelose podem estar na origem da pouca afluência.

“Penso que foi uma diminuição ocasional. Este concurso, este ano, foi um bocadinho tardio. O facto de já haver vindimas ajudou à pouca afluência, e depois há algumas vacarias que estão sob sequestro por brucelose, o que pode ter impedido esses animais de participar no concurso”.

Estes concursos servem, sobretudo, para promover a raça mirandesa e estimular a sua criação. António Pimentel garante que o número de efectivos da raça não tem aumentado e até tem diminuído o número de produtores.

“Há vantagens na promoção da raça. É preciso mostrar os bons animais para que os visitantes, e às vezes são muitos, hoje não eram tantos, para que os vejam e para que quando comprem possam fazê-lo com vista a ter bons exemplares. Nestes concursos concelhios pesa mais o critério da morfologia”.

Um concurso que acabou por ter melhor qualidade do que quantidade.

“Em termos de qualidade esteve bem melhor do que em quantidade. Havia um excelente novilho com menos de 12 a 18 meses, outro de 20 a 36 meses e um excelente touro e duas excelentes vacas”.

Luís Reis, produtor de Talhas, arrecadou seis prémios em sete categorias.
É jovem agricultor e sente que são poucos os apoios à produção de exemplares de raça mirandesa.

“A motivação já é antiga. Neste momento considero que a raça mirandesa está muito bem, porque temos a Associação que funciona bem, mas os apoios que dão à agricultura são poucos. Deviam apoiar-nos mais, porque a Agricultura é a base do nosso país.”

Poucos apoios, mas bom escoamento. Tudo o que produz, Luís Reis entrega na unidade de transformação de Vimioso.

Bagueixe, em Macedo de Cavaleiros, recebeu mais um concurso concelhio da raça mirandesa, com mais qualidade do que quantidade de exemplares desta raça autóctone.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mogadouro inaugura novo pólo escolar

Por: Miguel Midões

O secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social inaugurou esta quinta-feira de manhã (22 de Setembro) a Escola do 1º ciclo do Ensino básico e pré-primário de Mogadouro. Um centro escolar que reúne no mesmo espaço mais de 200 crianças e que nasceu mais pequeno do que era vontade da autarquia.


 
Boa organização espacial, qualidade sem luxo e conforto. Foram as palavras encontradas por Marco António Costa para classificar a estrutura que inaugurou na vila de Mogadouro.
Em época de contenção de despesa, o secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social lembrou o esforço da autarquia em rentabilizar ao máximo espaço e materiais.

“Congrega três questões que me parecem fundamentais. É um equipamento com boa organização espacial. Não me parece que tenha recorrido a materiais exageradamente caros, ou seja, tem qualidade sem ter luxo e é um equipamento que vai servir uma causa importante, que é o conforto das crianças deste concelho”.

O projecto inicial do município de Mogadouro previa a inclusão do 2º ciclo no mesmo espaço, mas a ideia foi chumbada pela DREN, o projecto revisto e a obra atrasada um ano. Fizeram-se obras na Secundária, com um orçamento de cerca de um milhão de euros, que Moraes Machado considera mal gastos.

“Quem constrói um pólo escolar na nossa terra para a pré-primária e para o 1º ciclo também constrói para o 2º ciclo. São tudo crianças e com a sociabilidade altamente intrujada. Ficava um estabelecimento de ensino muito mais fácil de administrar, de gerir, do que dois. Gastou-se dinheiro da infra-estrutura da secundária, que poderia ter sido gasto a investir em curso técnico-profissionais”.

No discurso inaugural do estabelecimento de ensino, Moraes Machado lembrou que a autarquia de Mogadouro é referenciada a nível nacional como um exemplo nas suas infra-estruturas ligadas à educação e na funcionalidade das AEC (Actividades Extra-curriculares), mas isso representa custos acrescidos ao município, como os professores contratados pela autarquia e o transporte das crianças. Confrontado com a situação o secretário de Estado apenas diz que também já foi autarca e reconhece os constrangimentos do poder local.

“Também fui autarca e conheço essa realidade. Ouvi atentamente o que foi dito sobre os quadros interactivos, os manuais escolares, etc. Acho que todos nós temos a consciência que a condicionante financeira não permite que alguém de nós fique de fora de um esforço de contenção”.

Com Marco António Costa, na inauguração da Escola do 1º ciclo e pré-escolar de Mogadouro esteve presente ainda o representante da DREN. Ambos levaram a preocupação de Moraes Machado em relação ao esvaziamento do território. Diz o autarca que, por muito que se continue a investir na educação, a câmara por si só não consegue travar o êxodo de jovens e a diminuição da população. Conta, por isso, que o governo também ajude a fazê-lo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sétima Edição do BTT-Rota do Presunto contou com quase mil inscritos

Por: Sara Geraldes
Lotação Esgotada na sétima edição do BTT- Rota do Presunto que decorreu em Chaves no passado Domingo. Uma prova organizada pelo BTT Clube de Chaves que contou com 850 participantes. Ao todo inscreveram-se 971 pessoas mas, apesar de todos receberem o prémio de participação não foi possível que todos disputassem a prova devido a questões lrelacionadas com o alojamento, como explica o presidente do BTT de Chaves, Mário Barrocas.
Este ano a prova teve um grande sucesso. Os participantes e acompanhantes deram-nos os parabéns e ficaram de vir para o ano. Tivemos 971 inscritos e à volta dos 850 participantes. Não puderam vir mais porque já não havia alojamento para mais ninguém e como vêm de todo o país, alguns não podiam vir no próprio dia e por isso tivemos algumas desistências de última hora. Mas vamos enviar-lhes as prendas na mesma”.
Uma prova de BTT com o nome de um ícone flaviense : o presunto.
Presunto porque é um produto da nossa terra. Chaves é muito conhecida pelo presunto e daí nasceu a ideia da Rota do Presunto”.
Ao todo a prova é composta por 3 percursos e qualquer pessoa se pode inscrever.
Temos um percurso entre 80 e 90 km, um de 50 km e um de 25 km, para os mais jovens. Pode inscrever-se qualquer pessoa. Os não sócios do BTT de Chaves pagam apenas mais 5 euros do que os sócios”.
Um balanço extremamente positivo para este passeio BTT, Rota do Presunto. Para o ano a 8ª edição é garantida.
Um balanço extremamente positivo e o que é mais positivo é o facto de as pessoas saírem satisfeitas e voltarem”, acrescenta Mário Barrocas.
O BTT Clube de Chaves tem vindo a aumentar o número de sócios. Actualmente conta com mais de 400 associados.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Desporto - Rescaldo da Jornada

Por: Sara Geraldes

As Equipas transmontanas brilharam na segunda eliminatória da Taça de Portugal. O Macedo foi à Tapadinha vencer o Atlético por 4-3 nas grandes penalidades. O Mirandela derrotou em casa o Sertanense por 4-2 e o Chaves goleou em casa o Sanjoanense por 3-0. Menos sorte teve o Vila Real que sai da Taça ao perder com o Torreense por 2-0. Rui Vilarinho, técnico do Macedo, mostra-se satisfeito com o resultado. Para o técnico, a equipa manteve a qualidade do jogo do passado Domingo com o Chaves mas desta vez teve mais posse de bola.
Estive mos muito bem. Tivemos mais situações de golo do que tivemos na semana passada em Chaves mas ao nível de trabalho, de esforço, de coberturas defensivas estivemos ao mesmo nível do que na semana passada…Durante o prolongamento os jogadores tiveram uma resposta física enorme, nem eu estava à espera de tanto…”.
Falta agora conhecer o sorteio da 3ª eliminatória da Taça, onde se vai ficar a saber com quem vão jogar as 3 equipas transmontanas que passaram a esta eliminatória. Rui Vilarinho gostaria de jogar com uma equipa da primeira liga, até porque seria uma vantagem para equipa em termos financeiros.
Eu sempre disse que o ideal era um grande e em casa deles. Interessa-nos nestas situações a questão económica. Se for no Estádio da Luz teremos a situação saldada nesta época e na próxima…Não só o Macedo, todas as equipas devem pensar assim, eu assumo isso sem problemas”.
Já João de Deus, o técnico do Atlético afirma que o jogo não foi fácil e dá os parabéns ao Macedo.
Já sabíamos que não ia haver um jogo fácil. Com todo o fair-play temos que dar os parabéns ao Macedo pelo esforço que fez e pelas viagens, conseguiu a vitória…”.
O treinador refere ainda que o Atlético também jogou bem e que o resultado final não espelha a atitude da equipa ao longo do jogo. O sonho de continuar na Taça ficou por aqui para o Atlético.
Esperava ter ganho. Mas não podemos ver a performance do Atlético pelo resultado final”.
Tal como Macedo, o Mirandela continua na Taça de Portugal. Derrotou em casa o Sertanense por 4-2. O técnico Pedro Monteiro refere que, apesar do adversário ser “muito bem organizado”, o “Mirandela foi a melhor equipa em campo”.
Penso que demos a volta ao resultado perante um adversário difícil, muito bem organizado e acho que não há dúvidas de que o Mirandela foi a melhor equipa em campo”.
No Nacional de Juniores C, na 2ª jornada,  o Macedo perdeu em casa por 5-1 com o Barroselas, mantendo-se no último lugar da tabela com zero pontos. Em primeiro lugar encontra-se o Merelinense que venceu nesta jornada o Chaves por 2-0. As reacções dos técnicos para ouvir mais logo às 21h no Onda Desportiva de Rescaldo da Jornada. Destaque nesta edição para a vitória do Macedo de Cavaleiros, saiba como a imprensa nacional falou hoje do Macedo e fique ainda a par da opinião de alguns macedenses entrevistados pelo Onda Desportiva.

Grupos Culturais reunem-se na freguesia de Ala

Por: Miguel Midões

São cada vez mais os grupos de fora da região transmontana a participar no Encontro de Grupos Culturais de Macedo de Cavaleiros. A organização está a cargo da Associação Cultural e Recreativa da freguesia de Ala e João Luís, presidente da associação, só lamenta que o crescente número de participações de fora seja acompanhado pela diminuição dos grupos concelhios.

“Mais ou menos o mesmo, embora haja grupos novos. O encontro segue os mesmos moldes e características dos anos anteriores. A nossa ideia inicial era de fazer o encontro só com os grupos culturais do concelho de Macedo de Cavaleiros, e escolhemos esta data porque seria o culminar das festas, como se nota ao longo dos anos, os grupos do concelho têm ficado em casa, embora não consiga perceber porquê”.



A forte participação de grupos de fora da região resulta de protocolos que se vão criando entre as associações.

“Fomos tomando conhecimentos aqui e além. Há grupos que já vêm aqui pelo segundo ano. Vamo-nos conhecendo e fazendo amizades”.

A população de Ala aplaude a iniciativa da Associação local. A vinda de grupos de fora para o encontro de Grupos Culturais dá mais vida à aldeia de Ala.

“É uma aldeia pequena, mas o dia de hoje é muito lindo. Hoje tinha um almoço fora e decidimos não ir. Ala ganha mais vida”

“Há coisa mais bonita que a nossa aldeia. É óptimo ver toda esta animação”

“Acho muito bem, gostei muito quando soube que iam organizar esta iniciativa”

“Pode haver tão bom, mas melhor não há”.

O encontro de grupos culturais vai já na 4ª edição.