sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Terra Flor: Edição deste ano conta com metade do orçamento

 Por: Sara Geraldes
A Terra Flor, Feira de produtos e sabores de Vila Flor pretende ser cada vez “mais profissional”,cortando em despesas desnecessárias. A edição deste ano tem, por isso, algumas novidades. Realiza-se em Agosto pela primeira vez e num local novo. A mudança da data de Julho para a semana de 22 a 26 de Agosto permite que o certame coincida com as Festas da Vila e que, consecutivamente, se poupe na animação musical da feira. Já a realização no novo parque de estacionamento de Vila Flor composto por dois pisos faz com que se gaste menos ao nível da logística. Duas importantes alterações que permitem reduzir as despesas da 9ª edição em 50%, como revela Fernando Barros, coordenador da Terra Flor.
Vamos cortar em duas vertentes. Primeiro na logística porque não precisamos dela porque temos um edifício novo. E também no palco. Porque juntando a festa e a feira nós conseguimos cortar o dinheiro que era investido nos dois palcos porque eram em datas diferentes”.
Este ano a Terra Flor conta com um orçamento de 108 mil euros. A organização pretende que o evento seja cada vez mais “mais feira e menos festa”.
“Queremos transformar a nossa feira numa feira mais profissional. Uma feira profissional normalmente fecha às 20 horas. Nós aqui temos muito aquela atitude de fazer feira e festa. Uma feira é uma feira e uma festa é uma festa. Desta vez vamos assumi-lo mas o nosso objectivo é fazer com que a Terra Flor caminhe para que seja mais feira e menos festa. Por isso queremos criar uma série de eventos ao longo do ano e estamos a agilizar isso”.
Mais de 100 expositores, alguns deles vindos da vizinha Espanha prometem marcar presença de 22 a 26 de Agosto em Vila Flor. Uma semana repleta de animação, colóquios, jornadas e concursos. Quanto aos produtos regionais, o azeite e o vinho são os ex-líbris da vila.
“Fundamentalmente o azeite. É o nosso produto âncora. E o vinho porque nós estamos na Região Demarcada do Douro. Para além dos queijos e das frutas. Nós temos aqui o Vale da Vilariça que é uma zona excelente de mais de 2 mil hectares de regadio. É uma zona de produção de frutas e legumes muito extensa e de excelente qualidade”.
A Feira de produtos e sabores de Vila Flor realiza-se este ano num espaço novo. Um parque de estacionamento com dois pisos, inserido num conjunto de obras que a autarquia está a desenvolver no concelho. O Parque teve um custo de 285 mil euros, comparticipado a 80% pelo QREN, Quadro de Referência Estratégico Nacional.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Despiste em Vale da Porca (Macedo de Cavaleiros) mata sexagenária

Por: Miguel Midões

Acabou por falecer a mulher que esta manhã tinha ficado ferida com gravidade num despiste de um motociclo na aldeia de Vale da Porca, em Macedo de Cavaleiros.
Marido e mulher seguiam de mota para a cidade de Macedo quando se despistaram.
Os Bombeiros Voluntários foram os primeiros a chegar ao local.
João Venceslau, comandante da corporação, refere que tendo em conta a gravidade dos ferimentos, a mulher acabou por ser transportada de helicóptero para Bragança.
“Trata-se de um despiste de um motociclo, no qual iam duas pessoas na casa dos 60 anos, uma delas, aquando do despiste embateu numa cantaria e teve ferimentos com alguma gravidade, a nível do crânio. As vítimas foram assistidas pelas nossas equipas e posteriormente, aquela que apresentava maior gravidade, foi transferida de helicóptero para o Hospital de Bragança”.

Ao que conseguimos apurar, o capacete da mulher terá saltado quando a mota do casal entrou em despiste. João Venceslau adianta que a GNR está a tentar apurar as causas do mesmo.

“Essa parte compete às autoridades. A GNR tomou conta da ocorrência e irá tentar apurar as causas do despiste.”

Acidente esta manhã em Vale da Porca, Macedo de Cavaleiros.
Um despiste de um motociclo que deixa uma mulher em estado grave.

Autarquia promove curso de "Guias de Interpretação Ambiental" para Morais

Por: Sara Geraldes
Monte de Morais
Conhecer melhor a geologia e a flora do Maciço de Morais para no futuro poder servir de guia aos visitantes deste local. Este é o principal objectivo do Curso de Formação – “Guias de Interpretação Ambiental” promovido pela autarquia de Macedo de Cavaleiros em parceria com o Instituto Politécnico de Bragança. As inscrições já estão abertas. A formação deve começar já no próximo mês, como revela a vereadora da Cultura, Sílvia Garcia.
O curso é inserido no projecto 'Percorra Milhões de Anos', de Morais. O que se pretende é que os locais tenham mais alguns conhecimentos ao nível da geologia e da flora daquela zona para que num futuro próximo possam também servir de guias a quem nos queira visitar e conhecer um pouco melhor aquele espaço. À partida será o Instituto Politécnico de Bragança a estar à frente dessa formação. Neste momento estamos a fazer a divulgação e a aguardar que as pessoas se inscrevam para podermos avançar em Setembro com o desenvolvimento do curso”.
Os interessados devem ter, pelo menos, o 12º ano. O curso tem a duração de 60 horas e  vai ser ministrado no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Centro Hípico de Grijó promete reabrir brevemente

Por: Sara Geraldes

O Centro Hípico de Grijó, em Macedo de Cavaleiros vai voltar a funcionar depois de vários anos desactivado. O equipamento esteve atribuído a uma instituição que não concretizou o projecto que tinha definido. De volta às mãos da autarquia foi aberto um concurso para a concessão do espaço, como explica a vereadora da cultura, Sílvia Garcia.
“Estava atribuído a uma instituição que tinha um projecto para ele. No entanto, não conseguiram efectuar nenhuma candidatura e há cerca de meio ano entregou o Centro Hípico ao município. Desde esse momento que nós fizemos alguns contactos para ver se haveria interessados em explorar esse espaço e avançámos com o concurso. Felizmente houve um candidato. Espero que a partir deste momento, o Centro Hípico traga alguma dinâmica ao concelho de Macedo de Cavaleiros e, em especial, à freguesia de Grijó”.
Sílvia Garcia considera importante a reabertura do Centro Hípico, salientando a importância que tem particularmente para as crianças.
“É sem dúvida importante porque ele já esteve a funcionar e funcionou bem. Estou convencida que vai reiniciar o seu funcionamento e, dentro de algum tempo, teremos ali muitas crianças também, a aprender, que é esse um dos objectivos do Centro Hípico “.
O espaço foi concedido a Paulo Ribeiro que desde cedo esteve ligado ao hipismo, tendo mesmo chegado a trabalhar neste centro. Paulo Ribeiro já está a trabalhar com cavalos noutro local. Revela à Onda Livre/ que logo que a autarquia proceda às obras necessárias para iniciar a actividade, pretende mudar-se para o Centro Hípico.
"Agora não depende de mim. Eu já trabalho diariamente com cavalos. Depende de algumas reformulações que são necessárias efectuar, devido ao facto do Centro Hípico estar um bocado degradado. Depende da autarquia e da Junta de Freguesia que são os responsáveis, neste momento, por repor novamente as condições necessárias no centro Hípico”.
Depois de quase quatro anos desactivado, o Centro Hípico de Grijó promete reabrir ao público brevemente.

Produtores aproveitam para vender réstias de cebolas à borda da estrada


Feira das Cebolas de Chacim 2010
 Por: Miguel Midões

A venda à borda da estrada pode ser a solução para escoar alguns produtos locais.
Na freguesia dos Olmos, em Macedo de Cavaleiros, são já alguns os produtores que optam por esta táctica de venda.
Mas, a crise, até aqui tem estragado o negócio da cebola. São menos os que param e menos os que compram.

Há réstias penduradas um pouco por toda a parte. Desde em carros de mão, a troncos de madeira, mas muitas estão ainda espalhadas pelo chão do “baixo” onde se arrumam à espera que apareça quem compra.
Foi ano de cebola e Fernanda da Silva vende o cabo a 6€. O preço não é baixo, mas a cebola é de qualidade, assegura.
Em termos de vendas, o ano está fraco.

“Não temos outra vida… Tenho uma hortinha aqui à beira da estrada com nuitas cebolas… Viemos vendê-las para a gente se ir governando…”.

Nos Olmos há grande produção de cebolas, mas Fernanda da Silva não tira o mérito à freguesia vizinha de Chacim, onde diz que a produção é ainda maior.

“Aos de Chacim chamamos-lhe os “ceboleiros” porque fabricam muita cebola Aqui nuca se vendiam, só há 4 ou 5 anos é que começamos a vender cebolas. Era só para gasto em casa…”.

Quem pôs a cebola cedo teve mais sorte. Saiu de melhor qualidade.

“A nossa cebola não é da temporã, como a daquele senhor. A nossa é para todo o ano, nem espiga nem nada. Mas eu pu-la mais cedo e arranquei-a mais cedo. Esta cebola até é mais tardega”.

Há para todos os tamanhos, gostos e carteiras. Vendem-se à borda da estrada na freguesia dos Olmos. Cebolas de qualidade, que a crise não ajuda a vender.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Viatura dos Bombeiros de Macedo arde no combate às chamas em Vila Flor

Por: Miguel Midões

Uma viatura dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros ardeu ontem no incêndio em Carvalho de Egas, no concelho de Vila Flor.
A par da viatura dos Bombeiros de Macedo, também um carro dos bombeiros de Vila Flor acabou carbonizado.
José Carlos Dias, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Macedo, disse à Onda Livre, sem gravar declarações que se tratou de um auto-tanque pesado.
Ao que conseguimos apurar também o adjunto do comando dos Bombeiros de Vila Flor acabou ferido, com algumas queimaduras na cara.
No terreno, a combater as chamas neste incêndio de Carvalho de Egas estiveram 69 bombeiros, apoiados por  25 veículos.
O incêndio deflagrou pouco depois das 13h30.
Também às 21h35 foi dominado o incêndio que  tinha deflagrado em Formil, concelho de Bragança, perto das cinco da tarde.
No combate às chamas estiveram 55 bombeiros e 4 GIPS. O incêndio tinha uma frente activa e consumia sobretudo mato.

Concerto de angariação de fundos para a capela de Latães decorre hoje à noite

Por: Miguel Midões
A secular capela da aldeia de Latães, em Macedo de Cavaleiros precisa de uma intervenção de fundo.
Para custear as obras de requalificação está a ser organizado um concerto de angariação de fundos, que decorre hoje à noite na Igreja de Santa Maria.
Mariana Cardoso, que zela pelo espaço, enumera as necessidades deste local de culto.
A capela é gelada no inverno e muito abafada de verão, portanto, está quase sem condições para nela se poder rezar. Além de muito velha, falta-lhe espaço para as arrumações dos objectos de culto, não tem sacristia, não tem lavatório… O retábulo mor está carcumido pelo tempo e está carunçoso… É maneirista, da tradição do século XVI, XVII mas muito pobre. E, provavelmente, até terá sido saqueada em meados do século XVIII durante a Guerra dos Sete Anos”.
Mariana Cardoso refere que a sacristia terá também instalações sanitárias e que no exterior é necessário construir um alpendre.
Construir uma sacristia com instalações sanitárias, fazer um alpendre que resguarde a porta principal e substituir a placa do telhado. Há também que pavimentar todo o edifício e o átrio circundante e há ainda que compor os bancos que são muito desconfortáveis”.
Mariana Cardoso explica como será o concerto de angariação de fundos na Igreja de Santa Maria, em Macedo de Cavaleiros, que tem entrada gratuita, sendo que cada um contribuiu com o donativo que bem entender.
Vai haver música de órgão, coro, viola… música mais séria, de igreja e não só…Vai ser variado…”.
O projecto de remodelação da capela de Latães é do Arquitecto António Correia Pires e foi feito gratuitamente.