terça-feira, 26 de julho de 2011

Dia dos avós

Por: Sara Geraldes*
Hoje, 26 de Julho comemora-se o Dia Mundial dos Avós. a Onda Livre presta homenagem a todos os avós. Saímos à rua para tentar perceber como os macedenses celebram este dia.
Maria do Nascimento Santos para além de ser avó, é florista em Macedo de Cavaleiros e conta-nos que a procura das flores neste dia também é uma realidade.
“Por acaso tenho um ramo na mão para oferecer a uma avó. Sou avó de uma menina e de um menino. É uma sensação muito boa”.
Neste dia os netos aproveitam para homenagear os avós. É o caso de Luís Martins que comprou um ramo de flores para a avó e aproveitou ainda para deixar uma mensagem especial.
“ Este ramo é para oferecer hoje à minha avó. Chama-se Maria de Fátima e vive em Vale Prados. Queria deixar um beijinho muito especial, se me estiver a ouvir já sabe que vai receber uma prenda minha hoje”.
Na rua encontramos ainda a Dona Guiomar que nos conta que tem 14 netos.
“Se lhe digo quantos netos tenho, até fica assustado! Tenho 14. E quatro bisnetos. Sou muito amiga deles, gosto muito deles”.
Cada vez mais as avós se adaptam aos tempos modernos. Isabel tem 4 netos e considera-se uma avó actual. Por isso encontra-se a tratar da imagem num salão de beleza.
“Costuma-se dizer que quando se é avó se é velha mas eu não me considero. Considero-me jovem e uma avó com muita sorte. Estou a fazer unhas de gel”.
Já numa pastelaria encontramos a Dona Delfina que considera a neta como uma filha e nos conta as experiências que partilha com ela.
“Somos como mãe e filha. Estive lá em França dois anos ao pé deles e ia sempre buscar a minha neta mais pequenina à escola. Ela queria que a fosse buscar e dizia sempre na escolinha que era eu que a ia buscar. Tinha muito orgulho em mim e eu nela. Brinco com a minha neta, salto à corda, jogo à bola, faço tudo com ela”.
Várias histórias com um sentimento comum: o amor que une avós e netos
* com Rui Costa

Balanço positivo para Macedo no 5º Inter-clubes de Pesca

Por: Sara Geraldes
António Oliveira, presidente do Clube de Caça e Pesca de Macedo de Cavaleiros faz um balanço positivo do 5º Inter-clubes de Pesca Desportiva 2011. Terminado o campeonato, os pescadores reuniram-se no sábado num jantar convívio onde foram oficialmente entregues os prémios pela vereadora da cultura. Ao longo do circuito, 16 participantes arrecadaram diversos prémios num total de 72 pescadores de toda a região. António Oliveira considera mesmo que o clube mais representativo foi o de Macedo.
“Tivémos 16 participantes neste campeonato Inter-clubes, sendo o Clube de Caça e Pesca de Macedo de cavaleiros o mais representativo. Tivémos o primeiro lugar na 2ª categoria com o Rogério Costa. Em equipas, ficámos em 4º, 5º e 6º lugar, o que é muito bom em 13 equipas”.
Em primeiro lugar na 1ª categoria ficou Carlos Pinto de Moncorvo. Nesta categoria Macedo é representado por Armando Silva que ficou em 5º lugar. Na segunda categoria o Macedense Rogério Costa arrecadou o primeiro prémio. Revela que desde muito cedo se interessou pela pesca competitiva.
“Tenho 64 anos. Ainda cheguei a levar tareia porque em vez de ir para a escola, fazia folga e ia para a pesca… Isto com 6 ou 7 anos… Sempre tive um fraquinho pela pesca. E comecei a entrar na competição porque dava outro sentido. Na competição encontram-se pessoas muito mais sabidas, muito mais avançadas que nós e estamos sempre a aprender”.
Rogério Costa conta que neste circuito de Inter-clubes foi o pescador que mais quilos de peixe pescou num dia. Um gosto que transmitiu também ao seu filho.
“Este ano no Inter-Clubes fui o pescador que fez a maior quantidade, em peso, num dia de pesca. Fiz 2 quilos e 140 gramas numa prova e ninguém chegou aos dois quilos. O meu filho é um seguidor mas agora está em Espanha. Mas lá continua. Ele com 6 anos de idade, já não me chateava a mim: preparava uma cana e ia à pesca. Cada dia que eu ia à pesca, se não o levasse, havia choro. Então disse-lhe: “vais mas não me chateias, tens que saber preparar tudo”. E ele em três dias aprendeu a fazer tudo”.
Na categoria de jovens foi João Campos, de Sabrosa que arrecadou o primeiro lugar. Macedo ficou representado por Marta Gonçalves. Para além do 3º lugar nesta categoria, a jovem ficou ainda em 2º lugar na categoria de senhoras. Com apenas 11 anos conta como surgiu o gosto por este desporto.
“O meu pai e o meu avô já andam no Inter-clubes há muito tempo. E o meu pai um dia disse-me para experimentar. E eu ia indo… o primeiro concurso que eu fiz foi em Mogadouro… comecei a gostar e pedi ao meu para continuar. Hoje tenho aqui pelo menos sete prémios para receber”.
O 5º Circuito Inter-clubes de Pesca Desportiva termina com Macedo em 5º lugar na equipa A, 4º lugar na equipa B e 6º lugar na equipa C. O próximo Circuito é só para o ano. Até lá, o clube vai desenvolvendo outras actividades.

Encontro de Gerações atraiu cerca de duas mil pessoas ao Santuário de Santo Ambrósio

Por: Sara Geraldes
Convívio e reencontro de amigos e familiares. Duas características que marcaram o Encontro de Gerações que decorreu ontem em Vale da Porca, Macedo de Cavaleiros. Nesta altura do ano são já muitos os emigrantes que regressam ao Nordeste transmontano e que aproveitaram também o dia de ontem para reencontrar amigos e conviver com os familiares.
“Estamos cá de férias, viémos da Suíça. Costumo vir aqui todos os anos. Estou a gostar da familiaridade entre as pessoas. Há pessoas que eu já não conheço. Já estou há 22 anos na Suíça. Uma pessoa chega aqui e já não conhece ninguém”, revela Fátima Vieira.
“Estou a gostar. Sou emigrante em França. A nossa casa aqui é em Salselas. Quando estamos aqui, mesmo que não haja festa, viemos cá visitar o santinho”, conta António Paulos. E a esposa, Maria Cândida acrescenta: “Encontrei gente da minha terra mas há por aí muita gente, até mesmo vizinhos, que eu já não conheço”.
Maria Campos veio com os familiares, alguns deles também emigrantes e espera que a iniciativa se repita mais vezes."É tradição e acho que é um convívio bonito onde a gente se pode encontrar, divertir e ter outros conhecimentos. Trouxe a família quase toda, tenho cá bastantes cunhadas que vêm da Suíça e a minha sogra também, que vem todos os anos. Uma pessoa não pode perder estas qualidades que temos aqui em Portugal. Infelizmente, começam-se a perder muitas. Espero bem que aqui o Santo Ambrósio seja sempre um lugar de convívio onde vem gente de muitas aldeias”.
A parte religiosa também trouxe muitas pessoas ao local, é o caso de Céu Martins e Fátima Braz que vieram de Podence e de todo o programa, gostaram mais de assistir à missa campal no Santuário de Santo Ambrósio.
“Já é a segunda vez que venho aqui porque gosto. Vem a gente a distrair-se… Aquilo que gostei mais foi da missa”, afirma Céu Martins.
“Já cá vim muitas vezes, não só a este convívio mas também à festa de Santo Ambrósio. Gosto muito daqui vir. Já comecei a vir cá de garota, vinha com a minha mãe”, recorda Fátima Braz.
Depois da missa seguiu-se uma tarde com muita animação com grupos culturais do concelho, convidados pela autarquia e pela Santa Casa da Misericórdia. A Rádio Onda Livre trouxe também artistas convidados e promoveu um convívio onde muitos ouvintes fizeram questão de marcar presença apesar da distância que separava alguns deles de Macedo de Cavaleiros. É o caso de Mário Nascimento, um participante assíduo dos programas da Onda Livre, que veio de São Mamede de Ribatua, distrito de Vila Real e concelho de Alijó.
“Vim de São Mamede de Ribatua. Lá da beira do Douro, da beira do Tua… onde confrontam três distritos: Vila Real, Bragança e Viseu. Vim com o meu irmão, em primeiro lugar porque já há muito tempo que falo para a Onda Livre e já há muito tempo que os conhecia, de outros tempos. E em segundo, porque tenho cá muitas pessoas amigas neste encontro. Oiço a Onda Livre todas as manhãs, excepto aos sábados. E só se não puder, senão contribuo sempre. Cantar até que a voz me doa…”.
Um dia de convívio e animação proporcionado este Domingo no Santuário de Vale da Porca em Macedo de Cavaleiros no Encontro de Gerações organizado pela autarquia, Santa Casa da Misericórdia e que contou com a colaboração da Rádio Onda Livre.

Coordenador Técnico da Geração Futsal é transmontano e possui um vasto currículo

Por: Sara Geraldes

Natural de Mogadouro, Fernando Oliveira é Licenciado em Educação Física e Desporto na opção de Futsal, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e pós-graduado em análise de jogos. Começou como estudante de Opção de futsal a orientar a equipa de Juniores da AAUTAD, depois integrou a equipa técnica como treinador-adjunto de Tiago Polido na 1ª Divisão Nacional. Na temporada seguinte foi novamente treinador-adjunto na reformulada AAUTAD/Realfut na 2ª Divisão Nacional. No mesmo ano exerceu ainda o cargo de Treinador da equipa Universitária da AAUTAD. Sucedeu-se o Sporting Clube de Braga onde foi Treinador - Adjunto de André Teixeira na 2ª Divisão Nacional. Na temporada seguinte regressou a Vila Real novamente à AAUTAD/Realfut como Treinador - Adjunto de Fernando Parente na 1ª Divisão Nacional. O ponto mais alto da sua carreira deu-se com a ida para Itália, para o Arzignano - Grifoo equipa profissional da 1ª Divisão Italiana onde encontrou novamente Tiago Polido. Desempenhou a função de Treinador da equipa de Juniores e treinador de Guarda-Redes da equipa principal onde trabalhou com Alexandre Feller, titular da baliza da selecção Italiana e um dos melhores do mundo na posição de Guarda-Redes.
Em Itália foi vencedor da Taça Italiana mas o sonho do profissionalismo chegou ao fim de meia época, na altura em que a equipa se encontrava no 2º Lugar do campeonato, uma grave crise financeira abateu a o que levou também à saída da equipa técnica do clube. De regresso a Trás-os-Montes, Fernando Oliveira integrou a equipa técnica do Mogadouro, vila onde foi também foi professor de Educação Física. Agora é o escolhido para coordenar a equipa técnica da recém-apresentada academia macedense Geração Futsal.

Fonte: Grupo Desportivo de Mogadouro

Academia Geração Futsal promete ser um exemplo a nível nacional

Por: Sara Geraldes
A Academia Geração Futsal do Grupo Desportivo Macedense tem tudo para ser um bom exemplo a nível regional e nacional. É esta a opinião partilhada por quem esteve na apresentação do projecto na passada sexta-feira, como é o caso do próprio seleccionador nacional. Jorge Braz salienta que esta zona do país sempre teve uma ligação ao futsal e que a academia está no bom caminho para se tornar  num exemplo a nível nacional.
“Temos uma série de equipas a apresentarem qualidade no panorama do futsal nacional e que fazem parte do interior do país. Esta região sempre teve essas equipas, parece-me a mim, claramente, devido a algumas apostas que houve nos anos anteriores. Temos aqui excelentes exemplos. É possível ter sucesso, seja em que zona for. Têm é que ter qualidade, um determinado enquadramento e parece-me que eles têm isso. Serve de exemplo pela qualidade, pela paixão, pela organização, por um trajecto definido… Não pela especificidade ou como vão fazer… Mas enquadraram e estruturam muito bem a Geração Futsal. Desse ponto de vista é um claro exemplo para muitos clubes e muitas academias que existem pelo país abaixo”.
Jorge Braz recusa comparações com as Academias do Litoral, considerando que esta está bem adaptada à região onde se insere.
“Fazer comparações desse tipo às vezes nem tem grande sentido. São realidades distintas. O enquadramento é que é importante e isso parece-me que existe na Geração Futsal”.
Já na própria cidade de Macedo de Cavaleiros, a vereadora da Cultura e Desporto, Sílvia Garcia, não tem dúvidas de que esta academia é uma mais-valia para o concelho. Considera mesmo que já devia ter sido criada há mais tempo.
“Eu penso que o impacto para a cidade pode ser elevadíssimo. É um projecto que aposta, essencialmente, na formação dos nossos jovens. E é um projecto que já deveria ter sido implementado há muitos anos. Penso que todos os clubes deveriam seguir estas linhas orientadoras e a grande aposta deles não deveria ser, de forma nenhuma, nos seniores mas sim na formação dos nossos jovens”.
A Academia Geração Futsal pretende ser mais do que um projecto desportivo. Por isso, nem sempre o resultado final de um jogo é o mais importante, como explica o coordenador técnico da Academia, Fernando Oliveira.
“Este é um projecto que não é só desportivo. Pretende ser também social, educacional e queremos estar sempre atentos com a integração do desportista na sociedade. Numa fase inicial, nas etapas mais baixas, o resultado será “desprezível”. Como é óbvio ninguém gosta de perder, toda a gente quer ganhar, mas não será relevante. É mais relevante que eles se divirtam. Deixo até um desafio aos pais e encarregados de educação: se calhar a pergunta quando eles vierem de um jogo, não deve ser “ganhaste?”. Deve ser “divertiste-te?”. O projecto numa fase inicial é mais lúdico e numa fase final, o resultado já tem outra importância”.
Na vertente social é importante contar com o apoio de toda a cidade, explica Paulo Pinto, o presidente do Grupo Desportivo Macedense.
“Contamos com o apoio de todos, não só da direcção mas de todos os macedenses, para ter apoio neste projecto e sucesso no futuro. Porque acima de tudo trata-se também de um projecto para a cidade, um projecto não só a nível desportivo mas também social. O projecto pretende ser uniforme. Que permita que os jogadores desde as escolinhas até chegarem aos seniores já tenham “amor à camisola” e já tenham conhecimentos. Para quando chegarem à idade sénior poderem ser uma opção válida para essa mesma equipa”.
Tiago Polido, treinador do Marca futsal e campeão de itália, salienta que só existem duas equipas profissionais no Futsal português, por isso mais importante do que iludir os jovens é incutir-lhes valores.
“Falámos aqui da sustentabilidade que pode vir a ter o futsal nacional. Neste momento sabemos que só temos duas equipas profissionais e será muito difícil iludir os jovens no sentido de um dia mais tarde virem a ser profissionais do futsal. O fundamental neste momento é a ocupação dos jovens, promover e criar valores socioculturais que os ajudem a entrar no mercado de trabalho, na vida… a prepará-los para aquilo que serão as adversidades da vida… Eu penso que a vertente social é, sem sombra de dúvidas, a riqueza de um projecto desta envergadura”.
Treinos três vezes por semana, identidade, objectivos bem delineados, qualidade da equipa técnica… São algumas das características da Geração Futsal que fazem o seleccionador nacional, Jorge Braz, considerar que este é um projecto que tem tudo para ter sucesso.
“É um projecto que tem ideias, que tem um trajecto definido e isso é o mais importante na maioria das vezes. É uma organização que quer revelar uma determinada identidade, de uma região, de um clube…Revelam organização e qualidade. As pessoas que estão associadas são competentes, as ideias existem, o trajecto está definido… É uma análise extremamente positiva, com objectivos claros para a realidade e para aquilo que pretendem. Isso é um grande princípio para terminar bem, parece-me a mim”.
A academia Geraçaõ Futsal foi oficialmente apresentada e arranca já na próxima época.
E para a coordenação técnica da academia foi escolhido Fernando Oliveira. Um transmontano que, apesar de jovem, conta já com um vasto currículo nacional e internacional. Fernando Oliveira explica os motivos que o levaram a aceitar o cargo.
“O que motivou a aceitar este convite foi o enquadramento total com os objectivos a que se a direcção se propôs, e com os quais eu me identificava também. Decidi, dando o meu toque pessoal, aceitar este desafio e assinala-mos o “casamento”.
O coordenador técnico explica ainda porque motivo os treinos terão uma frequência de 3 vezes por semana, o que não é muito habitual.
“Não é muito normal. E além das três vezes eles podem treinar até cinco vezes por semana. É necessário criar a oportunidade de os jovens treinarem, de vivenciarem, de competirem uns com os outros para evoluírem. Três vezes por semana, se calhar para a conjuntura nacional, é um projecto pioneiro, há poucos clubes a fazê-lo. Normalmente treinam duas vezes por semana, começam tarde a época, de uma forma desorganizada… E aqui não queremos que isso aconteça”.
Para já a academia dispõe de 3 técnicos, metade dos necessários. A direcção do Grupo Desportivo Macedense garantiu à Onda Livre que até ao início da época a equipa técnica estará completa.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Santa Casa de Macedo disponibiliza serviço inovador

Por: Sara Geraldes

A Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros está a receber idosos por curtos períodos de tempo de forma a proporcionar algum descanso aos seus cuidadores e permitir, por exemplo, que tenham férias.
A Santa Casa já tinha recebido vários pedidos destes, aos quais a instituição não podia dar resposta porque o Lar de Macedo estava lotado.
 Mas agora há essa possibilidade no outro Lar da Santa Casa inaugurado em Setembro do ano passado na aldeia do Lombo.
“Houve muita gente que me pedia para guardar os seus idosos para as pessoas poderem ir passar férias e não tinham onde os deixar mas nós não tínhamos possibilidades porque estamos sempre cheios e com lista de espera” explica o provedor. “Mas no Lombo há camas disponíveis e pudemos abrir esse serviço à população”.O período mínimo de permanência no lar é de 15 dias.
A instituição já tem alguns utentes nestas condições.

“O mínimo são 15 dias e depois é pelo tempo que acharem necessário” refere Castanheira Pinto, adiantando “já temos utentes a usufruir do serviço. Já temos dois e está previsto vir outro em Agosto”.O provedor considera que este é um serviço que fazia falta à população do concelho.
Eu acho que fazia muita falta porque havia pessoas que não podiam descansar porque não tinham onde deixar as pessoas que estão a cuidar” afirma.
O Lar do Lombo tem 55 camas das quais apenas 30 estão ocupadas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Bombeiros de Macedo de Cavaleiros formam mais de 20 estagiários

Por: Miguel Midões

Duas dezenas de jovens estão a estagiar nos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros. Recebem formação na área dos primeiros socorros e de combate a incêndios.
No mínimo a formação é de um ano, uma vez que não é contínua.
Este número de jovens interessados em ingressar nos bombeiros é razoável, tendo em conta que alguns acabam por desistir pelo caminho.

O sonho de ser bombeiro é na maior parte das vezes incutido por um familiar. Os interessados continuam a chegar ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros e, depois de um largo período de formação, em que são apelidados de estagiários, e caso não desistam, passam à categoria de bombeiro voluntário.
A formação é por isso ajustada à vida de estudante ou profissional dos jovens e à vida do quartel. E, porque há sempre imprevistos, os módulos da formação são repetidos com alguma frequência para que não fiquem lacunas, refere o comandante dos Bombeiros, João Venceslau.

“Há sempre imprevistos, há sempre algo que surgiu anormal… Por causa disso é que muitas vezes a formação é repetitiva… De forma que aquele que não esteve presente hoje ou amanhã já tivesse tido esta formação e que, ao mesmo tempo não ficasse menos formado”.

Neste momento há 23 jovens em formação nos Bombeiros de Macedo.
Os cursos não abrem todos os anos, por isso os jovens interessados acabam por ingressar no quartel para verificar a sua verdadeira aptidão até à abertura das formações.
A vida de bombeiro é dura e alguns acabam por deixar o sonho esmorecer.

“Eles vão-se adaptando e vão-se habituando, neste caso ao tipo de serviço que a gente executa. Claro, é algo de grave e de mau que temos que enfrentar diariamente e muitos deles têm alguma dificuldade em ultrapassar e acabam por desistir naturalmente… Aquele primeiro ano que eles andam aí é um ano de adaptação… Aqueles que acaba, por permanecer mais de uma ano, com mais maturidade, acabam por ser inseridos nestas escolas”.

É o caso de Catarina Broco. Veio para os bombeiros de Macedo há cerca de três anos para perder um medo que tinha, conseguiu e ficou.

“Eu vim para os bombeiros essencialmente para perder o medo a sangue. Eu sempre tive pavor a sangue e era capaz de desmaiar por ver mesmo que fosse só um gota… Então aconselharam-me a vir para cá, que perderia o medo porque tinha sempre aquela coisa de querer ajudar alguém…”.

Já Rui Pedro respondeu ao chamamento do tio, inicialmente a contragosto. Mas foi ficando e a vontade crescendo.

“Ao início foi insistência do meu tio, que é bombeiro da casa. E começou por insistir e eu dizia que não… Mas algo me fez mudar de ideias e ingressei há cerca de três anos na instituição e até agora estou a gostar imenso de cá estar”.

Emergência Hospitalar, combate a incêndios, entre outros aspectos são abordados ao longo de um ano na formação dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros. Actualmente, o quartel tem 23 jovens em formação.